segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Liverpool II

Segunda-Feira.
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Passaram alguns dias, mas a vontade ou o tempo para escrever nem sempre abundam...
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Na Sexta, apos termos chegado a casa e descansar um pouco, fomos comprar bebidas para acompanhar o jantar. O Sam fez um frango com caril que estava bastante bom. A noite passou-se bem. Fomos ao Mellow Mellow, um bar de ocupas onde se pode levar as proprias bebidas, e passado cerca de uma hora apanhamos um taxi para uma outra festa, no/em Spicklands (nao se se è assim que se escreve). Peripecia aqui. Nao sei porque, eu e o Sam perdemo-nos, e tive de voltar para casa sozinho. Sei hoje que estava bastante longe, mas com a ajuda de alguns transeuntes, la consegui encontrar o caminho certo. Atravessar Liverpool inteiro com uma chuva torrencial è que nao foi muito agradavel. Mas paciencia, tudo esta bem quando acaba bem.
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No Sabado saimos os 4 "homens da casa" (Olivia, a minha anfitria, apenas chegou Domingo). Pelo que percebi, iamos para uma qualquer festa, mas, ao ouvir musica vindo de uma casa, Luke perguntou a alguem que saia se podiamos entrar, e assim o fizemos. Eis que descobrimos uma festa numa casa de 3 andares, que durava das 8 às 8, com musica ao vivo, varias bandas a tocar. O ambiente estava muito porreiro, apesar de por vezes demasiado populado. Mas isso nunca è problema. Era aqui mesmo ao lado. A determinada altura Luke e Max decidiram ir embora, e passado uma hora de o fazerem, Sam tambem queria ir, pois ia ter uma partida de futebol. Perguntei se nao havia problema em ficar, ja que estava a curtir, ao que ele disse que nao, deixando-me a sua chave. Acho que a determinada altura ja conhecia toda a gente na festa. Fiquei com a ideia, quem sabe errada, que Liverpool è uma cidade muito musical. Nao sei se tera que ver com o facto de ser a terra dos Beatles. Alem disso, se em Londres fiquei com a ideia dos ingleses como nao muito simpaticos, aqui è um pouco diferente. Ou tive azar nas pessoas que conheci em Londres, ou realmente, em Liverpool as pessoas mais simpaticas. Quando comentei com alguns locais, disseram-me que efectivamente em Londres nao è tao fàcil esbarrar na simpatia.
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A determinada altura achei que devia ir embora, e assim o fiz. O Domingo passou-se em casa, ate que Olivia finalmente chegou, e fomos beber 2 cervejas a um bar aqui ao lado. Revelou-se uma pessoa igualmente muito simpatica, fazendo tudo para que eu me sentisse em casa. E realmente, ja me sinto em casa aqui. Foi com pena minha, e dos meus anfitrioes, que constatamos que Sexta ja nao estou ca, pois nesse dia a festa è aqui em casa. Maybe next time :)
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Hoje, Segunda, acordei, deixei a tocar My Bloody Valentine, e tomei banho, apos ter lavado a louca. Nota: Banda muito porreira, pena ja ter acabado. Mas vale a pena sacar. A sonoridade nao està tao distante de My Vitriol

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Liverpool - Day One

(limitacoes de teclado, esquecam acentos e cedilhas)
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Hoje acordei, e nao consegui evitar ver nascer dentro de mim uma nitida sensacao de estar outra vez em erasmus. Olhei para dentro de mim, e perguntei-me se nao sentira algo parecido quando estava, em Novembro, em Bratislava. A circunstancia era diferente, porque ai, realmente, estava no meio de erasmus. Contudo, hoje, ao acordar, estando na mesma casa com 3 ingleses (e a anfitria, que se encontra na austria), e descobrindo sentir o mesmo, percebi que o espirito, o feeling, erasmus, è algo que se sente siplesmente por andar por ai, por estar com pessoas diferentes, de sitios diferentes.
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Acordei, soava Joanna Newsom, que apesar de nao conhecer me soava a Regina Spektor, e a minha mente foi transportada instantaneamente para outro local. Contudo, esse local, apesar de nao ser perto, pode ser constante, esteja-se onde se estiver.
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Depois de um almoco à base de duas "toasts" com manteiga de amendoim e jeleia (jam, nao jelly, isso è americano, disseram-me:), andamos pela cidade de liverpool, que se apresenta bonitinha. Sem nada de monumental ou imperial, è preenchida por uma serie de edificios antigos, reais, e bonitos, e por toda uma arquitectura constante que agrada aos olhos do visitante. Bastante agradavel de ver para mim eram as ruas polvilhadas de Irish Pubs e English Pubs, com toda aquela fachada divertida e agradavel.
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Apos visitar a Tate Gallery e a maioria, imagino, dos sitios, worth seeing, incluindo o The Cavern, onde os Beatles comecaram a tocar, fomos beber duas cervejas. Perguntou-me o Sam (que esta a aprender portugues e nesta bela lingua me falou toda a tarde), o meu guia e colega de casa da minha ausente anfitria, se preferia um Irish Pub ou um English Pub. Aparte de simpatias, e como gosto sempre de experenciar o local, preferi, claro, um English Pub. A cerveja ate ficava em conta (3.5euros por 0.5 - è barato) e a decoracao è fantastica. Um ambiente muito acolhedor, carpetes no chao, candelabros sumptuosos a povoar o tecto, ja de si, bastante agradavel.
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E assim se passou o dia, entre caminhadas e visitas, olhares lancados. Espera-se pela noite.

Fotos - 2


o bar














eu e o Sam


uma rua qualquer

Liverpool - Ground Zero

Eis que me encontro em Liverpool. Para trás, minutos antes da despedida, fica um par de olhos azuis molhados, e um pedacinho de dois corações. Nos phones, “if I was young, I’d flee this town” – e o pensamento latente, tímido, que questiona a razão da partida. Será, como diz a música, um fugir de algo? A mente rapidamente se organiza e convence-se da (eventual) realidade. Mais que fugir, é um procurar, a frase tantas vezes já ditas na própria mente. Procurar o quê exactamente? Nada de especial. Talvez o mais importante seja o facto de não ser uma busca desenfreada, uma ânsia por algo que não aparece, mas um querer ver mais, ver diferente, sentir mais, sentir diferente. Passear os olhos por coisas diferentes, falar com pessoas diferentes, encontrar algo diferente, talvez buscando na variedade os pedaços de nós espalhados mundo fora.

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Invariavelmente o voo da Ryan chegou bastante mais cedo, o que confirma a minha teoria que postula que, para ser a companhia número um em pontualidade, apontam a chegada para mais tarde do que o tempo que o voo realmente demora. Clever minds…

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Apanhado o autocarro para o centro e o subsequente táxi que demora 8 minutos (e cobra 10€), estou em Aigburth Drive. Recebem-me os 3 flatmates da minha anfitriã, que na verdade está na Áustria. Pessoal porreiro. Pequeno problema: perceber ingleses a falar entre si revela-se mil vezes mais complicado que perceber americanos a fazer o mesmo. Sem problemas, mas requer atenção. Uma questão de hábito, suponho.

Fotos

o início do início






o corredor da "minha casa"


a sala



o quarto onde durmo